
Aquilo realmente o surpreendera. Pela manhã, quando sua experiente governanta resumira seus planos para a busca de um marido, não mencionara a necessidade de amor e de sexo. Apenas um marido e um filho antes que ficasse velha demais.
Chris jamais imaginaria que dulce fosse uma romântica enrustida.
Colocou a mão no bolso do paletó, e tocou a caixa que continha a aliança de noivado que ele comprara essa manhã.
Por um momento, passou por sua cabeça a idéia de oferecer a aliança a dulce quando ela voltasse. Diamantes geralmente derretem a resistência de uma mulher.
Infelizmente, dulce não era uma mulher comum.
Era diferente de todas as que conheceu. Desde o primeiro momento em que a viu, reconheceu que ela era única, projetando um ar de capacidade e maturidade que iam bem além de seus anos. Não era de admirar que ela o enganasse sobre a idade.
Rapidamente, ela implantara um ambiente de calma e organização na casa dele com a qual ele começara a contar.
Não, não apenas a contar. A precisar.
Ele precisava de dulce na sua vida muito mais do que já precisara de Lana. Quando Lana o deixou, ficou irritado e frustrado. chris era um homem possessivo que não gostava de ser abandonado, ou de perder. Mas ter bebido muito no vôo de volta para casa não tinha sido o resultado de um coração partido, e sim de repugnância. O único lado bom de ter ido atrás de Lana foi descobrir que nunca mais queria vê-la.
No entanto, quando dulce anunciou que o estava deixando, chris percebeu, segundos depois de ler aquela a carta de demissão, que faria qualquer coisa para ficar com ela. Qualquer coisa mesmo!
Quando a idéia de casamento passou por sua cabeça, ele honestamente acreditou que tinha encontrado a solução perfeita. Que mulher em seu estado normal diria não para o solteiro mais cobiçado da Austrália?
Dulce saviñon. A própria.
E Lana chegou ao cúmulo de insinuar que a governanta tinha uma queda por ele. Ela não podia estar mais equivocada.
CONTINUA
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